segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ela é assim!!!



Era abril, dia 07, e ela veio ao mundo... não deixou nem sua mãe ir ao hospital, só deu tempo de sua avó chegar para trazê-la ao mundo... nasceu ali mesmo, na casa de seus avós!!! Pequenina, cabelos dourados bem ralinhos e olhos expressivos. Seu nome seria Ediane, filha do Seu Ribeiro e da D. Mira, irmã caçula de Ailton e Alexandre... com ela a família estava completa. Paranaense, natural de Chopinzinho, mal sabia ela quantos quilômetros ainda percorreria e quantas cidades moraria.
Seria mais uma daquelas crianças sorridentes, jeito delicado mas com personalidade forte que se manifestara desde cedo. Adorava estar junto dos irmãos, lápis de cor e ir à casa do avô ganhar dinheiro para comprar Babaloo. Sempre correndo, metida entre dos maiores, querendo chamar a atenção!!! Concomitantemente, sempre grudada na mãe, como se ela fosse defendê-la de tudo e todos... Viveu daquilo que toda criança deve viver, rodeada de mimos, brincadeiras, natureza, liberdade e proteção.
Cresceu assim...
Mas crescer deu trabalho para Ediane! Ela, sem querer, teve que modificar seu mundo logo cedo... voltando-se para si e sua família. Ah, Ediane precisava aprender muita coisa. Quantas vezes se fechou, aquela menina serelepe agora carregava a seriedade de um adulto. Aos poucos não é que ela aprendeu?!? E continua aprendendo!!! Principalmente a ter que representar e disfarçar quando se sente triste. Buscou, assim, escrever os capítulos da sua história tomando cuidado para que cada ponto final simbolizasse um sorriso em alguém.
Saindo da infância, viu sua vida tomar novo rumo... foi parar em Natal/RN. Quanta novidade!!! No início relutou um pouco com aquela nova residência mas novamente aprendeu a se adaptar. “Adaptação”, esta é uma palavra boa para definir esta garota. Lá fez grandes amigos (os melhores), amou, descobriu uma culinária riquíssima, aprendeu a gostar de vaquejada à rave, quanta coisa ela viveu!!! Se cansou da excessiva coerência e decidiu ser feliz. Mas algo a estava incomodando, ela precisava de algo novo, mesmo com tantas mudanças a sua ânsia em buscar sempre mais não mudou.
Quando olhou para os lados, onde estava?!? Seria no Rio de Janeiro?!? E não é que era!!! Foi aí que toda aquela estrutura rígida começou a se desmanchar. Agora ela não precisava mais proteger ninguém, estava só. E a saudade bateu novamente em sua porta, dessa vez uma saudade diferente. Aquela saudade que corta mas que ao mesmo tempo impulsiona. Saudade dos cheiros, da família, dos amigos, dos amores em suas diferentes formas. Abraçou as fotografias recheadas de lembranças...
Prazer menina, chamo-me ausência e você vai ter que conviver com as minhas diversas vestimentas... Prazer ausência, chamo-me força e tenho a adaptação do meu lado!!!
Ediane se refez tantas vezes, remontou seu quebra cabeça outras tantas, permitiu que o tempo fosse seu guia. Agora aquela menina de gênio forte e irascível aprendeu a serenidade. Por vezes, ela teve vontade de chorar e virar o mundo ao avesso, transformar vazio em abraço e silêncio em seu grito. Mas Ediane é forte, tem sua mãe como exemplo, ela acredita que jamais será posto em seus ombros peso que ela não possa carregar. Ela é mulher que crê, em Deus e na vida!
Ela gosta de escrever, usar as palavras como ouvinte. Gosta de ler, de sorrir, de brincar, de falar bobagens com os amigos. Gosta de café com leite e pão. Ediane é bacana, é leal, gosta de si e dos sonhos que carrega. Ah, mas ela é esquentada, impaciente e extremista. Chata com determinadas coisas, mas defende os que ama de tudo com toda força que tem. Dona de uma sinceridade peculiar. É pequena mas invocada!
Ediane sabe ser razoável, percebeu que o ser humano não é lá grande coisa mas ainda assim prefere continuar admirando-o quando se abrem as cortinas da realidade.
Ediane Ribeiro

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