quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Tipos de ouvinte




Há diversos tipos de ouvinte: pessoas, animais, objetos, o próprio emissor, plantas, até mesmo um pedaço de papel, basta uma caneta em mãos!!! Tudo depende da importância e seriedade do assunto, do seu humor, estado de espírito ou sanidade mental. Eu, particularmente, prefiro as pessoas, mas confesso que um pedaço de papel pode ser um ótimo ouvinte. Mas voltando ao ser humano, tem aqueles que apenas escutam o que contamos; outros não resistem e tornam a questão em um diálogo; há aqueles que distorcem; outros nem ligam pois estão mais preocupados com o seu “EU”. Podemos também classificá-los como o ouvinte-pai, ouvinte-mãe, ouvinte-irmão, ouvinte-conhecido, ouvinte-desconhecido, ouvinte-patrão, ouvinte-empregado, ouvinte-amigo... Ah, este é o melhor!!! Sendo mais especial ainda quando ele se torna ouvinte do seu olhar. Basta o entreolhar-se para ele saber o que queres falar e então surge o diálogo. Com ele não há regras e julgamentos, você pode ser o que bem entender!!! Quando se está em sua presença, é como se estivesse despido e fosse límpido como a água. Se não for assim, pode reclassificá-lo no grupo do ouvinte-conhecido ou ouvinte-colega.

Aconselho a fazer essa classificação entre os seus ouvintes, tente!!!

Ediane RIbeiro

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Felicidade



Incrível como uma simples mensagem de celular pode manifestar algo sem tamanho dentro de nós somente após dois dias. Esta semana recebi uma que talvez tenha sido a mais importante dos últimos anos... Exagero?!? Estarei ficando louca?!? Talvez!!! Mas não diante do turbilhão de sensações que ela provocou. Ela despertou algo que estava adormecido, algo que já tinha perdido as esperanças... Nossa, como me fez bem!!! Tive vontade de escrever, tentar definir com palavras o que estou sentindo. Para isso fui ao dicionário da língua portuguesa procurar o significado da palavra “felicidade”. Lá encontrei algumas definições que se encaixam dentro do que estou sentindo: ventura, bem-estar, contentamento, bom resultado, dita, qualidade ou estado de quem é feliz. Mas vou ainda mais longe, a alegria que senti, ou melhor, que estou sentindo é tudo isso concomitante ao significado da palavra “paz”, cujos significados encontrados no mesmo dicionário são: serenidade de espírito (é isso!!!), sossego, conciliação, tranqüilidade da alma (como é bom sentir). Pois é, acredito que esteja sentindo um contentamento devido ao bem-estar proveniente da serenidade de espírito ligado à liberdade!!!

Quão maravilhoso é ver que aquela luz no fim do túnel que estava quase apagada agora brilha como nunca e afirmar novamente que não devemos desistir jamais...

Fé em Deus e na vida meus queridos!!!

Ediane Ribeiro


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Anjo Mais Velho



O Anjo Mais Velho

"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar

Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar

(Fernando Anitelli)

Todos deveriam ir ao espetáculo do Teatro Mágico pelo menos uma vez!!! É lindo... mistura música, poesia, ciranda, teatro, circo e reflexão. Viva a arte independente!!!

Essa música, em especial, reflete meu momento: metade saudade e metade força... cujos olhos mentem dia e noite a dor da gente mas sempre depositando fé no fim incerto!

Ediane Ribeiro


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Nenhum homem é uma ilha



Certa vez, um poeta disse que "nenhum homem era uma ilha". Para combater o Bom Combate, precisamos de ajuda. Precisamos de amigos e quando os amigos não estão por perto, temos que transformar a solidão em nossa principal arma. Tudo que nos cerca precisa nos ajudar a dar os passos que precisamos em direção ao nosso objetivo. Tudo tem que ser uma manifestação pessoal de nossa vontade de vencer o Bom Combate. Sem isto, sem perceber que precisamos de todos e de tudo, seremos guerreiros arrogantes. E nossa arrogância nos derrotará no final, porque vamos estar de tal modo seguros de nós mesmos que não vamos perceber as armadilhas do campo de batalha.

Aos meus amigos que me ajudam nos momentos de solidão... agora mais que nunca sei quem são meus verdadeiros amigos e os valorizo ainda mais!!! Vcs me impulsionam, me dão força e ânimo p/ chegar ao fim e voltar...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ela é assim!!!



Era abril, dia 07, e ela veio ao mundo... não deixou nem sua mãe ir ao hospital, só deu tempo de sua avó chegar para trazê-la ao mundo... nasceu ali mesmo, na casa de seus avós!!! Pequenina, cabelos dourados bem ralinhos e olhos expressivos. Seu nome seria Ediane, filha do Seu Ribeiro e da D. Mira, irmã caçula de Ailton e Alexandre... com ela a família estava completa. Paranaense, natural de Chopinzinho, mal sabia ela quantos quilômetros ainda percorreria e quantas cidades moraria.
Seria mais uma daquelas crianças sorridentes, jeito delicado mas com personalidade forte que se manifestara desde cedo. Adorava estar junto dos irmãos, lápis de cor e ir à casa do avô ganhar dinheiro para comprar Babaloo. Sempre correndo, metida entre dos maiores, querendo chamar a atenção!!! Concomitantemente, sempre grudada na mãe, como se ela fosse defendê-la de tudo e todos... Viveu daquilo que toda criança deve viver, rodeada de mimos, brincadeiras, natureza, liberdade e proteção.
Cresceu assim...
Mas crescer deu trabalho para Ediane! Ela, sem querer, teve que modificar seu mundo logo cedo... voltando-se para si e sua família. Ah, Ediane precisava aprender muita coisa. Quantas vezes se fechou, aquela menina serelepe agora carregava a seriedade de um adulto. Aos poucos não é que ela aprendeu?!? E continua aprendendo!!! Principalmente a ter que representar e disfarçar quando se sente triste. Buscou, assim, escrever os capítulos da sua história tomando cuidado para que cada ponto final simbolizasse um sorriso em alguém.
Saindo da infância, viu sua vida tomar novo rumo... foi parar em Natal/RN. Quanta novidade!!! No início relutou um pouco com aquela nova residência mas novamente aprendeu a se adaptar. “Adaptação”, esta é uma palavra boa para definir esta garota. Lá fez grandes amigos (os melhores), amou, descobriu uma culinária riquíssima, aprendeu a gostar de vaquejada à rave, quanta coisa ela viveu!!! Se cansou da excessiva coerência e decidiu ser feliz. Mas algo a estava incomodando, ela precisava de algo novo, mesmo com tantas mudanças a sua ânsia em buscar sempre mais não mudou.
Quando olhou para os lados, onde estava?!? Seria no Rio de Janeiro?!? E não é que era!!! Foi aí que toda aquela estrutura rígida começou a se desmanchar. Agora ela não precisava mais proteger ninguém, estava só. E a saudade bateu novamente em sua porta, dessa vez uma saudade diferente. Aquela saudade que corta mas que ao mesmo tempo impulsiona. Saudade dos cheiros, da família, dos amigos, dos amores em suas diferentes formas. Abraçou as fotografias recheadas de lembranças...
Prazer menina, chamo-me ausência e você vai ter que conviver com as minhas diversas vestimentas... Prazer ausência, chamo-me força e tenho a adaptação do meu lado!!!
Ediane se refez tantas vezes, remontou seu quebra cabeça outras tantas, permitiu que o tempo fosse seu guia. Agora aquela menina de gênio forte e irascível aprendeu a serenidade. Por vezes, ela teve vontade de chorar e virar o mundo ao avesso, transformar vazio em abraço e silêncio em seu grito. Mas Ediane é forte, tem sua mãe como exemplo, ela acredita que jamais será posto em seus ombros peso que ela não possa carregar. Ela é mulher que crê, em Deus e na vida!
Ela gosta de escrever, usar as palavras como ouvinte. Gosta de ler, de sorrir, de brincar, de falar bobagens com os amigos. Gosta de café com leite e pão. Ediane é bacana, é leal, gosta de si e dos sonhos que carrega. Ah, mas ela é esquentada, impaciente e extremista. Chata com determinadas coisas, mas defende os que ama de tudo com toda força que tem. Dona de uma sinceridade peculiar. É pequena mas invocada!
Ediane sabe ser razoável, percebeu que o ser humano não é lá grande coisa mas ainda assim prefere continuar admirando-o quando se abrem as cortinas da realidade.
Ediane Ribeiro